Do primeiro lugar no pódio para a Arquitetura


Um atleta que conquistou títulos em diversos esportes, e soube aproveitar também outra habilidade para transformar uma folha em branco em um projeto arquitetônico. Quando participou dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), em 1959, nosso personagem do quadro PERFIL do mês de Março, aqui no blog da Projeto Estrutural Online, recebeu quatro medalhas de ouro. No atletismo, onde o uso das pernas é predominante, o primeiro lugar foi com o Salto Triplo. Já nos esportes em que as mãos são o principal instrumento, o primeiro lugar foi para: Arremesso de Peso; Lançamento de Disco e Voleibol. Além de incentivador do esporte blumenauense, também foi integrante do Conselho Esportivo de Blumenau, cidade onde nasceu em 1931. O campeão no esporte, Egon Belz também utilizou a habilidade com as mãos para deixar um legado de inúmeros desenhos arquitetônicos e outros projetos que foram executados.

Com a sabedoria para observar e saber qual caminho tomar, o interesse pela Arquitetura ficou ainda mais forte nas cidades de Curitiba e São Paulo. Teve participação em duas obras de nível nacional trabalhando em parceria com o arquiteto alemão Hans Broos. O Hospital de Santos e o Hospital Oswaldo Cruz. Portanto, quando retornou para a cidade natal, resolveu colocar em prática um pensamento arquitetônico moderno, fundando assim, em 1967, o escritório Ebelza Projetos.

Egon Belz - na época de atleta - Acervo Fundação Cultural de Blumenau

Egon Belz – na época de atleta – Acervo Fundação Cultural de Blumenau

A graduação em Arquitetura e Urbanismo na UFSC foi realizada já com a experiência profissional na atividade, fazendo o caminho inverso ao habitual. Alguns anos depois, Egon Belz voltaria para a sala de aula na condição de professor. Lecionando na Furb entre os anos de 1996 e 2006. Atualmente, o acervo com aproximadamente trezentos projetos, o que soma mais de cinco mil pranchas, e está no Centro de Memória Universitária da Furb. Esse material foi repassado para a Universidade pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB Núcleo Blumenau), e está catalogado e digitalizado, sendo possível também encontrar o material original em papel.

Egon Belz medalha Imagem Fundação Cultural de Blumenau Arquivo Histórico José Ferreira da Silva Fundo Egon Belz - Acervo IAB Blumenau

Egon Belz medalha Imagem Fundação Cultural de Blumenau Arquivo Histórico José Ferreira da Silva Fundo Egon Belz – Acervo Museu Egon Belz

Além de todo esse material que é um incentivo para o estudo da Arquitetura, algumas obras de Egon Belz fazem parte da cidade de Blumenau. O prédio que é sede da Delegacia da Mulher, a intervenção de restauro da Igreja da Itoupava Rega, residências particulares, e o principal projeto ligado ao esporte, que é o Ginásio de Esportes Sebastião Cruz, popularmente conhecido pelo apelido de Galegão. Alguns projetos ficaram sem execução após o falecimento do arquiteto, em 2007, mas, tiveram a base do desenho preservada. É o caso do Parque das Itoupavas, que foi concluído em 2018, mas, ainda não foi aberto para a população.

Foto da Maquete Original do Projeto do Galegão - Acervo Museu Egon Belz

Foto da Maquete Original do Projeto do Galegão – Acervo Museu Egon Belz

A Casa do Arquiteto

Foto do local onde foi a casa do Egon Belz e onde por 10 anos o IAB Manteve como Caso do Arquiteto

Foto do local onde foi a casa do Egon Belz e onde por 10 anos o IAB Manteve como Caso do Arquiteto

Toda a participação ativa no desenvolvimento da cidade de Blumenau, no Esporte e Arquitetura, esteve disponível para ser vista pela população até Dezembro de 2018, na própria Casa do Arquiteto Egon Belz, e a pedido formal do próprio Egon Belz. A Casa do Arquiteto, construída em 1933, e onde Egon Belz morou, foi mantida durante dez anos pelo (IAB Núcleo Blumenau), que gentilmente, através do Diretor Cultural – Arquiteto Leandro Ludwig, respondeu algumas perguntas (que você lê abaixo) para o Blog da Projeto Estrutural Online.

Foto do local onde foi a casa do Egon Belz e onde por 10 anos o IAB Manteve como Caso do Arquiteto

Foto do local onde foi a casa do Egon Belz e onde por 10 anos o IAB Manteve como Caso do Arquiteto

PEO – Quando a Casa do Arquiteto foi aberta para visitação?

IAB Núcleo Blumenau – O Egon deixou a casa para o IAB Núcleo Blumenau utilizar pelo período de 10 anos. Esse período iniciou em 2008, e encerrou final de 2018.

 

PEO – Qual foi o objeto da Casa?

IAB Núcleo Blumenau – A vontade do Egon Belz é que o IAB fizesse uso da Casa como um centro de memórias sobre a Arquitetura e o envolvimento do Egon Belz com a cidade. Nesse sentido, o IAB procurou divulgar o legado do Egon Belz de diversas formas. Inclusive, todo o acervo arquitetônico do Egon Belz foi digitalizado (mais de cinco mil pranchas conforme está escrito acima). Fizemos um documentário muito legal sobre o Egon Belz (disponível em: https://vimeo.com/109573967). Todos os eventos realizados na Casa do Arquiteto também divulgaram a memória do Egon Belz, já que a casa tinha em exposição diversas fotos e itens pessoais do Egon Belz, tanto da carreira profissional de arquiteto, quanto do atleta que sempre foi.

 

PEO – Quais os aspectos interessantes da Casa do Arquiteto, do ponto de vista da Arquitetura?

IAB Núcleo Blumenau – Casa do Arquiteto está dividida numa parte mais antiga (residência do Egon Belz), e uma parte mais nova, onde funcionava o escritório do Egon Belz e que ainda tem uma placa na porta com a escrita: EBELZA – Egon Belz Arquitetura. A parte antiga da casa foi feita pelo arquiteto Simão Gramlich, mesmo arquiteto da Catedral de Gaspar. A parte nova foi feita pelo próprio Egon Belz.

 

PEO – De que maneira a Casa do Arquiteto se mantinha em funcionamento?

IAB Núcleo Blumenau – Casa do Arquiteto era um espaço aberto, de trocas de experiências e vivências dos arquitetos da região. O IAB sempre buscou promover eventos de debates e exposições de tecnologias e temas ligados à Arquitetura e Urbanismo. Mensalmente era realizado na Casa do Arquiteto o IAB – Café. Uma iniciativa do Núcleo do IAB Blumenau para criar um ambiente descontraído de convívio para os arquitetos. Cada IAB Café tinha uma temática diferente, muitas vezes com a presença de acadêmicos e muitas vezes para discutir o desenvolvimento da região.

 

PEO – A participação do IAB sendo o responsável pela Casa do Arquiteto foi importante porque?

IAB Núcleo Blumenau – Foi importante para valorizar o legado do arquiteto Egon Belz, e por outro lado para criar um ambiente de trocas e convívio para os arquitetos. O Egon Belz foi e é uma referência não só de técnica arquitetônica, mas de postura política frente aos temas de desenvolvimento da cidade. Hoje é difícil arquitetos, jovens principalmente, abrirem mão do tempo disponível e se envolverem para debater o desenvolvimento da cidade. Acreditamos que evidenciar a trajetória de sucesso do Egon Belz, pode incentivar que os jovens arquitetos se animem em debater e defender o desenvolvimento coerente das cidades.

 

PEO – Fale sobre o fim do contrato do IAB na Casa do Arquiteto.

IAB Núcleo Blumenau – Era vontade do Egon Belz que o IAB utilizasse a casa pelo período de dez anos. O IAB tentou ao longo desses dez anos, valorizar ao máximo o legado do Egon Belz e criar um ambiente de convívio e debate para os arquitetos da região. Acreditamos que, após esses dez anos o IAB cumpriu o que propôs. Infelizmente, os dez anos se passaram e agora o IAB tem como desafio continuar criando espaços de convívio e debate para os arquitetos, sempre enaltecendo a trajetória do Egon Belz, que além de grande arquiteto, foi um dos fundadores da entidade. Temos a certeza do apoio dos nossos associados nesta nova trajetória do IAB, iremos construir juntos esse novo caminho do IAB Blumenau.

 

Atualmente a Casa do Arquiteto Egon Belz voltou para a posse da família que passar a ser a mantenedora da Casa, mas, que não tem nenhuma obrigação legal em transformá-la em museu ou de manter as atividades que o IAB estava realizando ao longo desses dez anos.

Egon Belz e maquete original do projeto do Galegão - Acervo Museu Egon Belz

Egon Belz e maquete original do projeto do Galegão – Acervo Museu Egon Belz

Este artigo foi contribuição do nosso convidado e amigo Cleiton Schlindwein, que é jornalista, com pós graduação em Cinema. Possui mais de 15 anos de experiência na comunicação. Atualmente, além de colaborar com os textos da Projeto Estrutural Online, é fotógrafo e também atende empresas e pessoas produzindo vídeos para internet. Paralelamente, desenvolve projetos de Roteiro Audiovisual e Produção voltados para Cinema e TV.

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A Projeto Estrutural Online é um escritório focado em soluções para arquitetos, para projetos e obras de pequeno porte. Oferecemos parceria e colaboração em todo trabalho do arquiteto. Garantindo assim que os projetos complementares respeitem e estejam compatibilizados com o partido arquitetônico.

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