Reforma: O que tenho que saber?


Reforma: O que tenho que saber?

 

 

Com a pandemia provocada pelo vírus COVID-19, muita gente começou a passar tempo demais dentro de suas próprias casas – e então, as ideias vieram:

Por que eu não pinto estas paredes? Ou troco esse assoalho? É hoje que eu tiro esse carpê e coloco um laminado!

Estas ideias – muito nobres e respeitadas na profissão de Arquitetura – quando não planejadas, custam caro. É o seu dever como arquiteto auxiliar o seu cliente neste momento importante.

Portanto, neste texto iremos explicar que cuidados você precisa ter para planejar uma boa reforma!

 

Primeiro passo: O que vou reformar?

 

Este é possivelmente o passo mais simples – e mais importante – de toda e qualquer reforma. Saber exatamente o que você deseja reformar é primordial para que haja foco e planejamento adequado.

Incontáveis são os casos de que uma reforma se inicia com um objetivo simples, como pintar as paredes da sala. Mas, durante o processo, o cliente percebe que o piso se destoa de todo o resto ou os móveis antigos perderam seu espaço na, agora, sala rosa-choque. E é claro, ele não ficará muito confortável de ser lembrado que você o avisou.

Ter claro o foco do projeto da reforma garantirá que o planejamento consiga levar em conta todas as variáveis de maneira confiável. E que isso possa ser comunicado e discutido com o cliente.

Em suma, um projeto de reforma não pode começar no hall e terminar no quarto de hóspedes por que se foi percebendo a necessidade/oportunidade – antes da reforma se iniciar, o projeto DEVE conter tudo o que acontecerá.

 

Quanto posso gastar?

 

Esta é uma das habilidades que arquitetos e designer de interiores aprimoram com o tempo, mas, nunca é cedo demais para repetir.

Como profissional, você trabalha com o limite de verba que seu cliente possuí. De pouco adianta você planejar uma sala perfeita, equipada com os móveis que mais esplendorosos – se o seu cliente não pode adquiri-los.

Todo o seu arsenal de conhecimento arquitetônico serve como um catálogo de compras – e a sua noção administrativa da verba de seu cliente, como seu compasso neste catálogo. É essencial que estas duas ferramentas estejam alinhadas para que seja possível planejar a reforma de acordo com o que é possível realizar.

Assim sendo, converse com seu cliente e defina um teto para os gastos. O quanto estão confortáveis em gastar, o que na reforma é essencial e o que seria bacana de ter, mas é dispensável – estes tópicos são importantes e irão nortear o seu planejamento.

Dito isso…

Orce, orce e orce!

 

É impossível para nós enfatizar isso o suficiente. Sempre orce com quantos profissionais e fornecedores forem possíveis. Por mais que isso geralmente seja algo que o cliente se disponha a fazer, você pode auxiliar ou se prontificar.

Orçar com diversos fornecedores e profissionais não só lhe permitirá uma melhor compreensão da dimensão do projeto em termos financeiros, mas também lhe ajudará a discriminar cada item da reforma.

As vezes, o custo da reforma ficou alto – tudo por conta de uma escolha de material específica. Com isto em seu argumento, se tornará muito mais fácil de convencer seu cliente de optar por outra opção, do que simplesmente você escolher a mais barata sem ter como argumentar..

As vezes também, você não faz ideia do preço de algum item – e fazendo diversos orçamentos, terá mais uma adição ao seu catálogo de compras. E também saberá se ele está com valor inflacionado em algum lugar na próxima vez.

 

Quanto tempo isso vai durar?

 

Já faz uma semana que seu cliente não para de ligar. Você já começa a evitar de olhar para a tela do celular e ver o número de mensagens e áudios em sua conversa com ele. Tudo isso, por que você não fez um cronograma da obra e o cliente está ficando louco de dormir na casa da sogra – e se ele vai enlouquecer – com certeza te levará junto.

Dramaturgia à parte, realizar um cronograma relacionado a duração da obra com cada etapa é não só uma excelente maneira de coordenar a execução da mesma, quanto evita o desperdício de tempo necessário para monitorá-la.

Todos os passos devem estar no cronograma e pontos extras se você os destrinchar em pequenas tarefas, criando assim um controle ainda maior sobre cada parte executada e necessária na obra.

Isso auxilia também a coordenação dos profissionais. Tendo as datas marcadas para envio e recebimento de materiais, por exemplo, diminui em muito as chances de um desencontro ou um despreparo por qualquer um dos lados.

 

 

Siga as normas de reforma!

 

Como toda ação de nossa profissão – há normas para isso! A NBR 16.280 determina as fases e processos de uma obra de reforma e a lista de requisitos para o antes, durante e depois de uma reforma.

Esta norma visa afastar desta prática os famosos “faz-tudo” que, devido a sua formação informal, pode conter lacunas de informação técnica ou má-práticas – podendo causar grande perda financeira, atrasos e até acidentes.

Abaixo, segue um link para o site do CAU, onde é explicado em detalhes esta norma.

Link Cau: https://www.caubr.gov.br/normadereformas/

 

Mão-de-obra de qualidade!

 

Nada pior para uma obra do que maus profissionais. Todos sabemos o quão incômodo é realizar uma reforma – ainda mais em sua própria residência – e, durante ela, perceber que alguma coisa está dando errado. Geralmente, um sinal evidente para todos – que mais dinheiro e tempo serão necessários.

Pisos mal colocados, rejuntes grossos demais, demão de tinta não aplicada corretamente – todas estas coisas são erros que acontecem com frequência em obras onde a mão-de-obra não é qualificada.

Procure sempre profissionais especializado – e os mantenha sempre ao alcance para futuras obras. Muitas vezes, um bom profissional ao seu lado é o que torna o projeto num sonho realizado para seu cliente.

 

 

Além da mão – as ferramentas!

 

Não só de bons profissionais se faz uma reforma. É necessário conhecer os materiais que você estará inserindo em seu projeto. Marcas de qualidade, materiais, técnicas de aplicação – são todos conhecimentos que seu cliente espera que você domine.

Afinal, todo material possuí diversas qualidades e possivelmente defeitos – e seu cliente não ficará muito feliz em descobrir junto com você que o ladrilho do banheiro fica úmido o tempo inteiro.

A maioria das empresas que trabalham com material de construção possuem alguém especializado que poderá lhe ajudar a entender os materiais – onde aplica-los, como fazer, quais cuidados necessitam e o quanto custam.

Portanto, sempre que possível, tente se inteirar neste assunto para poder informar o seu cliente do por que ele não deveria ter escolhido aquele ladrilho antes dele ser comprado e instalado.

 

 

Seguro de obra, devo contratar?

 

Em casos específicos, a contratação de um seguro de obra se torna interessante.

Obras que possuem longa duração, fiquem paradas por longos períodos, estejam em lugares que sofram bastante com intempéries ou possua algum agravante que possa prejudicar a obra – o investimento pode salvar toda a empreitada.

Alguns seguros cobram apenas 1% o valor de toda obra e podem proteger de raios, incêndio, fenômenos da natureza, explosão, como costumeiro em seguros residenciais. Determinadas opções também protegem contra erros de execução, desmoronamento, roubo e furto qualificado.

Por fim, uma dica Extra:

Após todas estas dicas, pode parecer um trabalho sobrepujante – mas, é difícil dentro da área de arquitetura, algum trabalho que não seja. Porém, ainda assim, há uma pessoa que provavelmente estará ainda mais frágil que você durante tudo isso: O seu cliente.

Sem saber nada sobre construção civil, materiais, normas, mão-de-obra qualificada, cronogramas, execução, etc. – mas tendo que pagar tudo isso – seu cliente geralmente se encontra bastante inseguro sobre isso e o perseguirá atrás de respostas.

Portanto, nossa dica é: Tenha paciência. Talvez, antes de entrar para a faculdade de arquitetura você não soubesse nada também. E mesmo que soubesse, com certeza não sabe tanto sobre o universo da construção civil como hoje. Seu cliente não possuí nada disso para servir de conforto – em sua perspectiva, muitas vezes, ele vê apenas seu dinheiro indo embora enquanto deposita toda sua confiança em você.

E sim – essa confiança se traduz em áudios infindáveis, ligações desesperadas na madrugada e mudanças repentinas no projeto.

Mas, fazer o quê. É para isso que ganhamos tão bem!

Haha…ha… ):

 

E aí, o que achou?

Gostou do nosso material? Ficou com dúvidas? Faça contato no nosso WhatsApp. Deixe um comentário logo abaixo.

Se quiser também saber sobre valores de projetos complementares (estrutural, elétrico e hidrossanitário), em BIM, compatibilizados, que respeitem a arquitetura e projetados a distância, clique a baixo para simular.

Simular valor projeto estrutural elétrico e hidrossanitário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *