Guia De Auxílio Complementar ao Arquiteto


Guia De Auxílio Complementar ao Arquiteto

 

Introdução

 

Uma das maiores realizações percebidas por profissionais recém formados é que os conhecimentos passados durante a faculdade são meramente fundamentais – e há um imenso campo de saberes não aproveitado – que apenas o mercado de trabalho exige.

E assim como o mercado de trabalho, o profissional deve estar constantemente se adaptando e reaprendendo os conhecimentos do ofício em ordem a prover todo seu potencial e crescer profissionalmente.

Portanto, neste E-book, vamos abordar um destes “terrenos baldio” de conhecimento que percebemos em nossos anos de empresa. Os famosos projetos complementares: a perdição de muitos arquitetos.

Até o final deste E-book, você saberá o que precisa para realizar projetos arquitetônicos em sintonia com os projetos complementares – evitando horas e horas de retrabalho.

 

O que é um Projeto Complementar e por que eu preciso saber?

 

Uau, você terminou o projeto daquela mansão para o Silvio Santos e não poderia tê-lo agradado mais. Mas quando estava na obra – o mestre de obras lhe pergunta por onde vai passar o cano de escoamento do 20º banheiro. E por que aquela fiação está passando logo acima da estátua em escala real do Senor Abravanel?

Silvio chega na obra e pergunta se você fez os projetos complementares. Envergonhado, você diz que sim.

Apontando para um funcionário quebrando a parede para passar a fiação, ele lhe pergunta:

“Está certo disso?”

Dramaturgia a parte, os projetos complementares são projetos técnicos que completam o projeto arquitetônico.

Uma vez que cada projeto complementar seja realizado por um especialista de sua área, os elementos como canos, fiação elétrica, entradas hidráulicas, quadros de energia, etc. são dimensionados e compatibilizados com o projeto arquitetônico, evitando conflito em obra.

Ou seja, você não terá surpresas na obra. Nada de alguma passagem hidráulica tendo que passar dentro de uma viga, inutilizando-a. Ou ter que reabrir uma parede pois esqueceu que a torneira da cozinha seria elétrica e não foi puxado nenhum ponto.

E é claro que, com a ausência de surpresas desagradáveis na obra – vem a economia! Com projetos complementares bem desenvolvidos, o custo da obra será muito fidedigno ao orçado no planejamento inicial, além da garantia da viabilidade física do projeto.

 

exemplo de projeto complementar

 

“Mas se é pra só pra complementar, por que eu deveria ligar?”

 

Projetos complementares são tão “complementares” quanto energia elétrica é complementar a uma residência. Ou seja, é complementar, e por definição, não obrigatório – mas é difícil imaginar sem.

Além dos benefícios citados no acima, nenhum projeto arquitetônico é, em vias de fato, perfeitamente viável sem os projetos complementares. Afinal, o projeto arquitetônico se preocupa com as definições dos espaços, fluxos, conforto térmico, luminotécnico, funcionalidade e diversos outros aspectos e acaba, por sua vez, não prevendo todas as particularidades da execução de um edifício, necessitando dos projetos complementares para isso.

 

Compatibilizando um projeto arquitetônico

 

Agora que você já sabe o que é um projeto complementar e o por que isso é importante, vamos ajuda-lo a compatibilizar o seu projeto arquitetônico.

Através dos anos, a Projeto Estrutural Online e os diversos profissionais com quem trabalhamos angariaram informações importantes sobre os cuidados necessários do arquiteto quando desenvolve um projeto arquitetônico, afim de viabilizá-lo com os complementares.

Separamos as informações dentro dos cinco tipos de projetos complementares mais utilizados. Os capítulos a seguir serão mais extensos e técnicos, portanto, ajeite o seu chapéu duro e a coluna!

 

Projeto Complementar: Elétrico

 

O famoso quadro geral de energia

 

Você planejou toda a casa, fez as renderizações da sala de estar e não poderia ter ficado mais linda. Devido a pressa do cliente as obras já iniciam.

O cliente tão feliz ficou com o projeto que te convidou para jantar em sua casa atual. Nunca foste tão bem recebido(a) em um local – todos cantam e festejam a nova residência com a sala mais bonita já criada e finalmente os anos de estudo lhe parecem valer a pena.

No meio de uma conversa com seu cliente, o mesmo aponta para o quadro geral e comenta: “O que eu sempre detestei nessa casa foi esse quadro geral no meio da sala. Já nos renders do seu eu nem vi! Escondeu bem, hein?”.

Enquanto ele ri, você soa frio. Suas preces neste jantar vão para o projetista elétrico responsável pelo complementar – que ele, de alguma forma, entenda o que você planejou para a sala – ao mesmo tempo que preveja a disposição dos pilares planejados pelo projetista estrutural.

Incontáveis vezes aqui em nossa empresa cruzamos com situações onde todo o projeto arquitetônico está realizado e aprovado, mas não se encontra uma indicação de onde o quadro geral irá. E como na dramaturgia acima sugere – as coisas geralmente não acabam bem.

Quando o profissional responsável pelo projeto complementar elétrico recebe o projeto, ele então, coloca no local mais viável pelo fator de segurança e financeiro. Quanto mais centralizado o quadro geral se encontra na edificação, menor os custos com a distribuição de energia elétrica na residência.

As considerações estéticas e estruturais levantadas pelo arquiteto e projetista estrutural nem sempre são perfeitamente traduzidas no projeto entregue a ele, nem também, é a responsabilidade dele compreender isso sem indicações claras e objetivas em planta.

Portanto, se você quer economia para seu cliente, manter o primor estético de um ambiente e não descobrir na obra que estão talhando um pilar para inserir o quadro geral: indique onde você deseja o quadro geral de energia.

 

A historinha no começou atrapalhou a compreensão desta dica? Tudo bem, estamos preparados para agradar gregos e romanos! Abaixo, um curto vídeo explicando tudo isso de maneira sucinta para você!

 

 

Pontos elétricos: Com o que tenho que cuidar?

 

Um dos maiores males da sociedade moderna: O fio do carregador do seu celular não é o bastante para você usá-lo na cama.

Praticamente um filme de terror por si só, este é um clássico exemplo que vemos em várias residências e que poderia ter sido facilmente resolvido em projeto.

Quando estiver realizando o projeto arquitetônico, indique onde deseja as tomadas, interruptores e aparelhos de ar-condicionado. Assim, quando o projetista elétrico for desenvolver, não acontecerá conflitos quando eles aparecerem no acabamento final da edificação.

Outro ponto, é tomar cuidado com a marcenaria – visto que acontece de esquecer onde os pontos elétricos estarão quando se pensa nos móveis – dificultando ou até mesmo impossibilitando o acesso a eles.

Além disto, observe os seus espaços de convívio e analise se os pontos elétricos estão em bons lugares de uso. Crie boas referências em relação à altura e localização e as utilize em seus projetos. Este é sempre um bom compasso!

 

Qual o melhor sistema para aquecer água da piscina?

 

Problemas chiques ainda são problemas – e como arquiteto – você há de solucioná-los! Mas você não precisa fazer sem ajuda, então, cá estamos para lhe auxiliar nisso.

Atualmente, há dois principais sistemas para aquecer água de piscina: O sistema de aquecimento solar de piscina e o sistema por indução (também conhecido como trocador de calor).

O sistema de aquecimento solar de piscina é parecido com o que utilizamos para ter água quente dentro de casa – mas, não é o mesmo. A diferença mora no boiler – ou o reservatório de aquecimento de água – é a própria piscina.

A vantagem desse sistema mora na significativa economia do consumo de energia, pois a mesma é adquirida de forma sustentável. A desvantagem é a dependência do clima para garantir que a piscina esteja aquecida o ano inteiro.

Já o sistema de indução pode funcionar utilizando energia elétrica ou a gás. Como o nome diz, o faz através da indução de calor do equipamento para a piscina.

Entre suas vantagens, está que o mesmo não necessita do clima e contanto que haja energia elétrica ou gás para fazê-lo funcionar – a piscina será aquecida! Infelizmente, o consumo de energia elétrica/gás é bastante elevado.

E lembre-se: Sempre que projetar este tipo de equipamento, também dimensione um local para a casa de máquinas para os mesmos. Assim, tudo ocorrerá tranquilo em obra, sem chances de conflito!

Caso não tenha ficado claro ou você precisa mostrar pro seu cliente a diferença sem mandar textão no Whats, aqui vai um vídeo ilustrando os conceitos acima:

 

 

Telhas metálicas: Substituindo o para-raios!

 

Para vários tipos de projetos é necessário implantar um sistema de proteção contra descargas elétricas (SPDA), mais famoso e conhecido como para-raios. No geral, esse sistema só se torna obrigatório quando a edificação possuí mais de 10m de altura e prédios públicos com mais de 1,2 mil metros quadrados (norma que rege: Norma Técnica 1/2002).

O problema de para-raios é que ele pode interferir na identidade da edificação, pois o equipamento exige cabos e captores que ficam aparentes – e não são discretos, nem baratos.

Por isso atualmente, alguns profissionais utilizam a própria telha de cobertura como o captor destas descargas elétricas. Para isso acontecer – é claro – ela precisa ser metálica, feita de materiais como aluzinco e com espessura mínima de 0,5 milímetros.

Porém, um aviso: A normativa muda de região para região, então, sempre confira quais são as normas regendo as características da utilização de telhas metálicas como captadores de sua localidade.

 

Muito texto e palavras confusas? Não tem problema! Fizemos um vídeo para você entender este assunto:

 

 

Uma dica para o futuro: Adaptando seu projeto para recarga de carros elétricos

 

A cada ano que passa, o número de pessoas utilizando carros elétricos aumentam. Seja por economia ou consciência ambiental, há uma progressão significativa de adesão a esses veículos – e se as pessoas estão aderindo, você como profissional deve ficar atento.

O porque você deveria ficar atento se deve ao fato de que em países que já possuem grande adesão de veículos elétricos – casas e edifícios já se adequaram e introduziram tomadas para recarregar a bateria do automóvel – e, portanto, é necessário saber sobre o maior problema de adequação no Brasil.

Devido ao Brasil ter um tipo de tomada padrão única no mundo, a maioria dos carregadores de carros elétricos acabam não encaixando – visto que grande parte destes veículos são produzidos fora do país.

Para resolver isso, a solução ideal é – já no projeto elétrico – deixar uma entrada para a instalação de um carregador veicular. Assim, toda a instrutura de eletrodutos, disjuntores e circuitos preparados e calculados para esse uso.

 

Carregador veicular – bonitinho, não?

 

Quer saber mais sobre isso? Veja esse vídeo que fizemos falando sobre o assunto:

 

Projeto Complementar: Hidrossanitário

 

Volume da caixa d’água: Como evitar um banho de água fria em seu projeto

Estou ficando melhor nesses títulos.

 

Um dos detalhes menos lembrados durante as concepções de um projeto arquitetônico é o volume da caixa d’água. Falamos isso com experiência, pois este é um dos detalhes que mais incomoda arquitetos, engenheiros e clientes devido a necessidade de alteração em obra devido à falta de planejamento.

Portanto, para evitar este ocorrido lembre-se de verificar estes quatro itens no projeto arquitetônico:

1º: O volume a ser adotado pela caixa d’água. Isso pode variar devido aos desejos e uso do cliente, assim como pode sofrer alteração devido a legislação de sua região – então, garanta que possuí todas as informações necessárias e defina o volume da caixa d’água a partir disso.

2º: Se irá, ou não, possuir sistema de água quente, boiler ou aquecedor. Estes equipamentos precisam de espaço e instalação especializada, podendo – quando não planejados – causar bastante problemas em obra.

3º: Terá reservatório para reaproveitamento de águas pluviais? Estamos no século XXI – as pessoas estão cada vez mais conscientes das maldades ambientais que a raça humana causa e buscam reparação através de iniciativas como esta. E se for o caso, preste atenção no volume deste reservatório também!

4º: Se houver algum outro equipamento como condicionadores de ar e afins. Mantenha sempre todos os equipamentos que serão instalados em mente, quando realiza um projeto arquitetônico.

 

croqui de torre de caixa d’água, exemplificando

 

Importante notar também o pé-direito adotado para as caixas d’água. Parece ser besteira precisar dizer, mas estes ambientes necessitam de manutenção e para isso é necessário alguém entrar e verificar se há algum problema. E bem, digamos que fica bem difícil fazer isso em um ambiente com 1,50 m de pé direito. Mal dá para levantar a tampa da caixa d’água.

Outro fator importante é que para o profissional que irá planejar o projeto estrutural, o volume da caixa d’água é essencial. Afinal, o peso da mesma pode severamente influenciar o dimensionamento estrutural da edificação.

 

E, para ficar bem gravado e facilitar a digestão de toda essa informação, fizemos um vídeo curto falando sobre isso para lhe ajudar!

 

Cisterna: O que preciso saber?

 

As cisternas tem cada vez mais sendo requisitadas entre novos projetos residenciais e comerciais, portanto – é importante para você arquiteto – saber quais cuidados deve para compatibilizar o seu planejamento com a parte hidrossanitária.

 

Primeiramente, é claro, começamos com a Norma Brasileira Para Aproveitamento de Água da Chuva (NBR 15527). Esta norma auxilia na segurança da água não potável com o uso da cisterna.

Sobre o tamanho da cisterna, cada uso do edifício demanda algo diferente. Casas podem coletar água facilmente apenas utilizando o sistema de calhas e inclinação do telhado, onde prédios e edifícios maiores podem requisitar um telhado verde para que atendam a demanda.

Logo, conversar com um profissional sobre lhe auxiliará a tomar a decisão correta, assim como adquirir as informações sobre os cuidados e medidas da cisterna escolhida.

É importante dizer que não se deve deixar para locar onde irá a cisterna e do sistema de tratamento de esgoto para a fase de projeto do hidrossanitário. Quando isto acontece, pode acarretar em incompatibilidades entre o hidrossanitário, o estrutural e o projeto arquitetônico.

E nunca é bonito quando isso acontece, principalmente quando o conflito só é avistado durante a execução.

 

Qual sistema de descarga do vaso sanitário devo usar?

 

Muitos profissionais não se dão conta que há grande diferença entre a caixa acoplada e a válvula de descarga. Aqui vão alguns pontos para ficar ligado e tomar a decisão correta em cada projeto!

 

Válvula de descarga

 

Utilizando o sistema de válvula de descarga (aquele com o clássico botão na parede) permite que seja adquirido um vaso sanitário com dimensões menores, afinal, o sistema de descarga está todo embutido na parede. Além de que as válvulas de descarga são baratinhas!

Mas sabe o que não é barato? Toda a parte da tubulação hidrossanitária que vai na válvula de descarga. Sem falar que para fazer manutenção, não é incomum ter que quebrar a parede para isso.

Então, de um lado temos o sistema de válvula de descarga: Manutenção e instalação são mais caras, porém, requer menos espaço físico devido a ausência da caixa acoplada. E d outro, temos a caixa acoplada que requer mais espaço pelo seu tamanho e, por consequência, possuí a louça mais cara que louças para válvula de descarga.

 

Caso ainda possua dúvidas, aqui vai um vídeo feito por nós que vai lhe ajudar!

 

Agora, melhor informado sobre isso, a decisão de qual usar é sua!

Embora, esse caso é mais para “A decisão é do seu cliente e sua responsabilidade mostrar os por quês”.

 

Projeto Complementar: Estrutural

 

Espessura de paredes em estruturas de concreto armado:

 

 Um dos erros mais recorrentes por profissionais do ramo da arquitetura, é projetar paredes com 15 cm de espessura (geralmente utilizando o tijolo de 11,5 cm) e – ao mesmo tempo – esconder as possíveis diferenças de espessura entre a parede, vigas e pilares.

Isso geralmente cria os famosos dentes que, embora possam ser usados em alguns projetos como decisão estética – geralmente – são apenas lembrados quando encontrados em obra.

Portanto, fique atento as espessuras dos tijolos que utilizará, na NBR 15270 – e, por via das dúvidas – utilize paredes com 17 cm de espessura no mínimo – reduzindo assim as chances de retrabalho ao ter que redimensionar os ambientes novamente devido a espessura dos pilares.

 

Vigas e por quê elas não gostam do seu pré-dimensionamento:

 

Seu cliente chega e fala sobre seus doze carros esportivos e como deseja uma garagem linda para deixá-los enfileirados. Naturalmente, você planeja tudo e quando está em obra, uma viga de um metro de altura transforma essa garagem esportiva em um depósito para karts. O que rolou?

Este é um erro comum que ocorre no pré-dimensionamento do pé-direito, principalmente em grandes vãos como o desta suposta garagem de doze carros. Para vencer um vão tão longo, a viga precisa adotar uma altura muito grande – e portanto, diminui o pé direito total da garagem em seu trajeto.

Uma boa dica que damos para quem nos acompanha, é utilizar a dimensão do vão livre + 50cm. Vigas geralmente caem dentro deste dimensionamento, portanto, se você planejar para isso – não terá ninguém arrastando o teto do carro nelas ou pessoas se abaixando quando mudam de cômodo.

 

Sugestão de Modulação dos Pilares não é cortesia:

 

Costumeiramente, arquitetos desenvolvendo o projeto arquitetônico de prédios e edifícios com grande número de pilares acabam deixando toda a parte estrutural para o profissional responsável. Afinal, é pouco o número de arquitetos que também lidam com a parte estrutural.

E – sem querer exagerar aqui – talvez dessa ação, nasça a maior desavença e conflitos entre arquitetos e engenheiros, capaz de destruir toda cooperação e o progresso tranquilo de uma obra. Novamente, sem exageros.

O conflito que me refiro acontece no momento que o arquiteto entre o projeto arquitetônico para o engenheiro estrutural para que ele module os pilares e a parte estrutural. Sem estar completamente inteirado de todo o desenvolvimento técnico e intelectual do arquiteto – o engenheiro irá fazer o que faz de melhor: garantir a boa fundamentação, estrutura e, em termos simples, o melhor para a saúde da edificação.

É quando o engenheiro luta para entender o que o arquiteto planeja fazer ou o arquiteto recebe a modulação e vê seu planejamento travado por pilares que o conflito estoura. O clássico “Arquiteto com ideias mirabolantes” e o “engenheiro que arredonda o π pra 5” começam a aparecer.

Este problema pode ser evitado com boa comunicação entre as duas partes. Uma das formas de diminuir a necessidade de boas relações humanas para sua conclusão – e, portanto, – uma resolução mais efetiva é que o arquiteto desenvolva o projeto arquitetônico pensando na modulação de pilares.

Mesmo que seja uma mera sugestão, para o engenheiro estrutural é um excelente norte para o desenvolvimento de seu trabalho e que o mesmo esteja alinhado com o projeto arquitetônico.

Áreas técnicas externas a edificação: O que devo me preocupar?

 

Geralmente deixadas para o fim do desenvolvimento do projeto arquitetônico, as áreas técnicas para gás, lixeiras e medidores de energia e água são importantes não só para o estrutural – que irá deixar essas áreas de fora dos cálculos caso não apareçam no projeto arquitetônico – mas também para a estética do projeto no geral, pois geralmente se encontram na fachada da edificação.

Então, a dica é: Não esqueça destas áreas.

Por mais simples que seja, se estas áreas não forem previstas no projeto arquitetônico, esta responsabilidade pode cair para os projetistas complementares – e novamente batendo nessa tecla – podem não estar a par de toda a concepção do projeto arquitetônico como você. Pois, afinal, não é a obrigação destes profissionais.

 

Neste curto vídeo, falamos mais sobre isso:

 

Mochetas e seus devidos lugares:

 

Mochetas ou o seu nome gringo “Shaft” servem para a passagem de tubulações, sejam elas elétricas, hidrossanitárias, telefônicas, etc. Muito utilizadas para evitar a passagem destas tubulações e fios por elementos estruturais como vigas ou pilares.

Logo, dimensionar corretamente a mocheta não só evita a inserção de elementos estruturais neste local – auxiliando os projetos complementares – como também representa fielmente a dimensão dos ambientes que possuem mocheta.

 

Espessura de Parede: Qual devo utilizar?

 

O elemento mais presente em qualquer edificação: A parede. Tão acostumados estamos com ela que muitos profissionais pouco consideram suas características e configurações antes de tascar 15cm de espessura e 2,60 – 2,80m de altura e considerar um trabalho bem feito.

Quer aprender o que mais é importante e que tipo de parede utilizar em seu projeto? Fizemos um vídeo bem curtinho, resumindo o que você precisa fazer:

https://www.youtube.com/watch?v=dwzRYV8GLuw

 

Projeto Complementar: Ar-Condicionado

 

Ar condicionado: Localize onde eles irão!

 

É recorrente recebermos pedidos para a realização de projeto complementar onde segue escrito “Instalar ar-condicionado no local indicado”. Mesmo nós adorando instalar ar-condicionado em locais indicados – fica muito difícil quando NÃO TEM INDICAÇÃO ALGUMA NO PROJETO.

O local de instalação do ar-condicionado é muito importante para que não haja conflito com nenhum equipamento elétrico, eletrodomésticos, hidrossanitários ou até conflitos térmicos como um ar-condicionado em cima de um fogão ou logo na porta de saída de uma sauna.

Deixar sem indicação prévia é basicamente assinar embaixo que em obra podem atravessar pilares, vigas ou alguma outra instalação.

A dica então é: Indique onde o ar-condicionado irá. Fazendo isso, você provavelmente poderá prever alguns conflitos que algumas localizações já poderão causar em obra. E esses pontos valem também para evaporadores!

 

Outro ponto importante de se ressaltar é que, sem planejamento prévio de onde o ar-condicionado será instalado – ele provavelmente afetará a estética da fachada. Dá só uma olhada nisso:

 

 

Ai, ai… o que um projeto complementar bem compatibilizado não ajudaria nesses casos…

 

Projeto Complementar: Gás

 

Local e tamanho: O Abrigo de Gás

 

Quando projetamos uma edificação é comum deixarmos o local do abrigo de gás para o final. Seja por motivos de prioridade ou de apenas lembra-lo quando estamos terminando um projeto – esta é uma área que gera bastante conflito em obra, quando não especificada.

Por conta dela apenas aparecer nos projetos no final, é costumeiro recebermos projetos que ainda não possuem local indicado para a mesma e – quando possuem – é mal dimensionado, pequeno demais para as necessidades da edificação e o bom cumprimento das normas técnicas.

Logo, uma boa dica é sempre manter em mente o local do abrigo de gás enquanto projeta. Seja no começo ou no final, manter em mente as normas técnicas e as necessidades da edificação garantirão que o abrigo possua dimensionamento adequado – não impactando em nenhuma outra parte do projeto e planejamento de espaço.

 

Eletrodomésticos e onde eles estão:

 

“Opa, lembrei aqui que o cliente é padeiro e tem três fogões industriais. Tem problema não, né?”

Tem. É claro que tem.

Um ponto importante quando falamos sobre gás é a clara indicação de onde ele irá ser usado e para que fim.

Somente quando sabemos quais (e quantos) serão os eletrodomésticos, chuveiros, etc. que utilizarão as passagens de gás, poderemos dimensionar corretamente as espessuras dos canos e definir as suas passagens com sensatez.

 

E é isso aí!

 

Parabéns, você chegou no fim deste poderoso guia de auxílio ao arquiteto!

Agora, munido destas informações você poderá projetar e planejar de forma muito mais segura sabendo dos detalhes do mundo dos projetos complementares.

Fica claro neste E-book como é fácil cometer alguns enganos ou esquecer alguns detalhes e isso dificultar ou inviabilizar um projeto em obra. Então, como um favorzinho para a gente – não deixe seus clientes darem de ombros para os projetos complementares.

E se quiser saber mais, entre em contato conosco! Acompanhe nossas lives! Estamos sempre postando conteúdo interessantíssimo para profissionais de arquitetura.

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Daniel Lenzi Westarb

Autor

 

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