CONSIDERAR O ENTORNO: POR QUE VOCÊ DEVERIA


CONSIDERAR O ENTORNO: POR QUE VOCÊ DEVERIA

 

 

Falamos muito sobre como aperfeiçoar seus projetos arquitetônicos, mas acabamos negligenciando uma companhia eterna de qualquer edificação – seja ela residencial, comercial ou industrial: O entorno.

É impossível imaginar centros históricos antigos, sem considerar todo o planejamento envolvido para enaltecer, manter e assegurar o uso constante destes lugares.

Porém, é muito comum encontrar profissionais que acreditam que as considerações aplicadas ao entorno são apenas válidas para edificações históricas – ou grandes maravilhas arquitetônicas de tempos de outrora.

Neste texto, iremos explorar algumas considerações aplicadas ao entorno e sua importância, mesmo para projetos em micro escala.

Quando iniciamos um projeto de uma nova edificação, uma das regras de ouro é visitar o terreno. Desta forma, não só analisamos diversas características – de curvas de nível até a inclinação solar sob o terreno – como também o que há em seu entorno.

Infelizmente, a análise sobre o entorno geralmente é feita apenas para encontrar paredes com janelas do edifício vizinho, ou qualquer outro elemento que possa interferir no projeto a ser feito. Cada projeto é feito com a individualidade de seu dono que – em grande parte dos casos – quer apenas que seja feito algo rápido e com o menor custo possível.

 

oh, the humanity

 

Quando isso acontece, tende-se a nascer uma desordem estética na composição da rua e seu entorno. Cada prédio é uma mistura de elementos, cores e intenções completamente diferentes da de seu entorno, o que causa um efeito chamado “caos visual”, onde conseguimos perceber essa confusão harmônica que nos causa desagrado – mesmo se não conseguirmos entender exatamente o porquê.

Em contraponto a imagem anterior, veja esta imagem da Delegacia de Polícia de Antuérpia, feita pelos arquitetos da JDS.

 

 

Recebendo a proposta para fazer edificação, os arquitetos responsáveis estudaram a arquitetura empregada no entorno da futura delegacia. O resultado ficou claro: uma delegacia de polícia, que embora seja visivelmente contemporânea, possuí elementos, cor, textura e linhas racionais similares as utilizadas pelos prédios a sua volta.

Respeitando a identidade de seus arredores, os arquitetos garantiram que a identidade histórica do bairro não fosse perdida, não diminuiu a importância e qualidade estética de seus vizinhos e não começou a gerar atrito estético com as edificações vizinhas – um efeito em cascata que poderia se alastrar para sempre.

É claro que há exceções – Las Vegas – por exemplo.

 

quê que tá acontecendo nessa cidade, meu deus

 

Parece até que descobriram o que é “caos visual” e quiseram ver até onde conseguiam ir.

De fato, Las Vegas abraça completamente o conceito – de um lado você verá uma réplica da Torre Effeil e do outro uma edificação de trinta andares imitando elementos da arquitetura clássica americana.

E é claro que esta exceção funciona como uma maravilha, pois a intensidade cultural da cidade é fundamentada em turismo (e jogos de azar) – logo, ter apenas uma tipologia arquitetônica é virar as costas para o grande público que vem dos mais diversos lugares e permanece na cidade apenas temporariamente.

Ao realizar um projeto, marcamos um ponto na grande malha urbana – que por mais que parece individual, sempre afetará e será afetado pelos pontos que vieram ou virão ao seu lado.

Portanto, quando estiver planejando algo – seja em que escala for – considere: Como isso vai afetar o seu entorno?

 

E aí, o que achou?

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