Planejamento Urbano – é preciso pensar as cidades


Planejamento Urbano - É preciso pensar as cidades

Planejamento Urbano – É preciso pensar as cidades

Caminhar, pedalar, ou até mesmo rodar sozinho pelas estradas com seu carro ao som no volume máximo, exige que alguém além de você tenha planejado as rotas. Simplesmente pelo fato de que você não vai estar sozinho em nenhuma dessas atividades.

Pensar no planejamento urbano das cidades é função do arquiteto e urbanista, mas, o que realmente faz o trânsito fluir, literalmente falando, é a vontade dos governantes em fazer acontecer.

No verão brasileiro, estação que coincide com as festividades do Natal e Ano Novo, é possível perceber que ao invés de mobilidade urbana, temos uma imobilidade na maioria das rodovias que ligam as cidades ao litoral, e também nas cidades do litoral que recebem esses turistas temporários. A quantidade de automóveis é superior aos quilômetros das estradas, e para agravar ainda mais a situação, existem obras inacabadas no meio do caminho.

Engarrafamento Planejamento

A falta de exequibilidade é clara em várias situações. Exemplos de obras urbanas que no projeto são viadutos, mas, que na execução acabaram virando um simples trevo, existem de norte a sul do país. A combinação da falta de estrutura das estradas, que causa ainda mais estresse aos motoristas que vivem desviando de buracos a todo o tempo, com a pressa de chegar ao destino depois de um ano inteiro de trabalho para poder curtir duas semanas de folga, traz um resultado final com muitos acidentes ano após ano.

Mas, será que esses acidentes poderiam ser evitados, e o deslocamento da população poderia ocorrer de maneira mais harmônica dentro das cidades ou no entorno, com um adequado planejamento urbano?

É certo que esse exemplo de mobilidade urbana que citamos acima é somente a ponta do iceberg, conforme veremos a partir de agora nesse artigo da Projeto Estrutural Online.

tabela de preços

Nova tabela de preços – 2019 – Clique e Baixe Agora – bit.ly/tabelavalores

Como surgiu o planejamento urbano?

Após a Revolução Industrial que terminou em 1860, surgiu na Inglaterra e nos Estados Unidos a expressão: planejamento urbano. A partir deste período, houve um crescimento populacional intenso nas cidades, provocado em grande número pela migração de pessoas do campo.

Os profissionais da época que foram os primeiros urbanistas, entre eles Le Corbusier, tiveram que reorganizar as cidades. Pensar no transporte, na distribuição de escolas, hospitais, áreas de lazer, entre outros fatores que permitissem o desenvolvimento ordenado das cidades. Desde o saneamento básico até a segurança pública.

Existem basicamente três tipos de cidades planejadas 

  • As portuárias: voltadas para a importação e exportação.
  • As históricas: que preservam a arquitetura e muitas vezes os costumes de cada localidade.
  • As comerciais: voltadas para as transações políticas e econômicas.

Uma cidade no Brasil que foi totalmente pensada do zero para seguir o modelo comercial, é Brasília. Fundada na década de 1960, a partir de um plano piloto, a cidade foi construída para abrigar a nova capital do país. Atualmente, outras cidades brasileiras também já atendem a vários critérios que as consideram cidades “pensadas”.

Santos (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), essa última, sempre foi exemplo de mobilidade urbana para o Brasil. Premiada nacional e internacionalmente por diversos fatores, entre eles, a preservação da natureza em meio as ruas da cidade, e principalmente pelo modelo BRT (Bus Rapid Transit), que é um sistema de transporte público integrado, implantado na década de 1970.

Planejamento urbano é pensar no todo. Pensar de que maneira é possível perceber a cidade como um organismo vivo. Sentar em uma praça, caminhar pelas ruas em qualquer horário sem correr o risco de ser assaltado, poder ir de um ponto ao outro sem perder tempo com congestionamento. Poder escolher a maneira de deslocar-se, seja a pé, de bicicleta, com transporte público, ou até mesmo de carro.

Mas, o principal é sentir-se livre para aproveitar tudo o que a cidade tem para oferecer diariamente aos moradores ou aos visitantes. Partindo deste ponto, o planejamento urbano das cidades do Brasil, ainda tem muito para aprender com outros países no quesito de arquitetura para pessoas. Dinamarca, Alemanha, Holanda, Inglaterra.

Só para citar alguns países que tem cidades planejadas e que garantem que a escala correta na hierarquia do trânsito seja respeitada. A pirâmide começa com o pedestre, passa pela bicicleta, transporte público, transporte de cargas, e somente no último ponto, é a vez do transporte individual.

Em Berlim, capital da Alemanha, que trabalha as políticas públicas voltadas para os pedestres e as bicicletas, são mais de 1000 Km de ciclovias interligando vários pontos da cidade. Já a capital da Dinamarca, Copenhague, por exemplo, é considerada a melhor cidade do mundo para deslocar-se de bicicleta.

Pelo menos 50% da população utiliza esse meio de transporte diariamente para o trabalho ou lazer. Junto com Amsterdã, na Holanda, que também prioriza as bicicletas, Londres (Inglaterra), Hong Kong (China), Zurique (Suíça), os pedestres, ciclistas, e quem utiliza o transporte coletivo, seja por meio de ônibus ou metrô, tem sempre prioridade em relação aos automóveis. Ou seja, pensamento na coletividade ao invés de individualidade.

É preciso pensar as cidades

“É preciso pensar as cidades” é uma frase bem clichê. Mesmo assim, ainda pouco observada. As cidades continuam crescendo de forma desordenada, sem privilegiar a pirâmide citada.

O ex-prefeito de Maringá, Silvio Barros, trouxe em Rio do Sul (SC) em 2018 o case de sucesso da administração municipal de Maringá (PR) , que serviu de base para a criação do projeto “O Futuro da Minha Cidade” que a cidade de Rio do Sul está implantando.

Pelo segundo ano consecutivo, a cidade paranaense foi considerada a melhor do país para se viver. Barros destacou o protagonismo assumido por Maringá e a importância do Conselho de Desenvolvimento Municipal. “A cidade precisa começar a pensar no futuro, 20 anos na frente. Assim como nós fazemos planos para a vida, as cidades precisam fazer. Você tem que plantar para poder colher”, destacou o ex-prefeito e empresário.

No evento, instigou os participantes a entender que é preciso fazer a mudança acontecer: “Se queremos mudar algo, precisamos ser protagonistas dessa mudança e não esperar que o poder público seja o único responsável por ela”.

E aí? Vai ficar esperando o poder público pensar sozinho sua cidade?

Lembre que você pode participar de várias formas, seja indo nas reuniões do conselho das cidade de seu município, participando da associação de moradores do seu bairro, frequentando ONGs que ajudam nos aspectos urbanos, ou até mesmo indo nas reuniões do comitê de bacia do local que você mora. Bora Lá! Se mexa!

Este artigo foi contribuição do nosso convidado e amigo Cleiton Schlindwein, que é jornalista, com pós graduação em Cinema. Possui mais de 15 anos de experiência na comunicação. Atualmente, além de colaborar com os textos da Projeto Estrutural Online, é fotógrafo e também atende empresas e pessoas produzindo vídeos para internet. Paralelamente, desenvolve projetos de Roteiro Audiovisual e Produção voltados para Cinema e TV.

Nos Conte

E aí, o que achou deste artigo? Achou interessante? Ficou alguma dúvida? Deixe seu comentário ou dúvidas para gente.

Se quiser ler mais conteúdo sobre este, ver vídeos, e outras dicas de arquitetura, acesse www.projetoestruturalonline.com.br/blog

Valores Projetos Complementares

Valores Projetos Complementares bit.ly/tabelavalores

Quem somos

Projeto Estrutural Online é um escritório focado em soluções para arquitetos, para projetos e obras de pequeno porte. Oferecemos parceria e colaboração em todo trabalho do arquiteto. Garantindo assim que os projetos complementares respeitem e estejam compatibilizados com o partido arquitetônico.

Temos o diferencial de atender online, usando as ferramentas digitais para facilitar a discussão nos projetos e nos aproximar dos nossos parceiros, independente da região do Brasil que se encontrem.

Fazemos projeto estrutural, hidrossanitário, elétrico. Se quiser ver nossas tabela de preço, clique aqui e baixe ela.

Qualquer dúvida, sugestão ou desejo de nos conhecer para formar uma parceria entre em contato pelos seguintes canais:

E-mail: contato@projetoestruturalonline.com.br

Tel: (47) 9 8406-2788 (WhatsApp)

Skype: Projeto Estrutural Online

youtube.com/projetoestruturalonline

facebook.com/projetoestruturalonline

instagram.com/projetoestruturalonline

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *